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Cultura Maker: O que é, e como implementa-la na educação?



Educação maker – termo em inglês que significa fazer – é transformar os espaços de aprendizagem. O grande foco dessa cultura é transformar os ambientes escolares em um lugar de experimento, com uma aprendizagem criativa, livre e prática.


Nota-se que a Cultura Maker está cada vez mais adentrando ao mercado de trabalho e a sociedade em um contexto geral, essa metodologia de experimentação que podemos denominar de experimentação “mão na massa” tem seu show up na educação como uma prática que favorece os processos de investigação e também na construção dos saberes.

Você ficou curioso sobre a Cultura Maker e o uso deste grande recurso para o cenário educacional? Neste artigo, vou te contar o que é, e como aplica-la em sua instituição de ensino. Confira.

O que iremos aprender neste artigo:

  • O que é Cultura Maker.

  • Origens da Cultura Maker.

  • Tecnologias e novas gerações: a importância da Cultura Maker.

  • Por que é importante trazer o Movimento Maker para minha escola?

  • Exemplos do que pode ser criado na Cultura Maker.

O que é Cultura Maker?

Existe uma filosofia muito legal para resumir o que é esse movimento “Do it Yourself” que é o famoso “Faça você mesmo”. O Movimento Maker se baseia na ideia de que as pessoas devem ser capazes de reparar, construir, criar e alterar com a criatividade e autonomia objetos dos mais variados tipos e funções. O movimento começou a tomar forma lá pelo fim de 1960, onde se inspirava um pouco dentro do conceito de ausência de regras e sobre a independência individual assim como na cultura punk.

Claro que com a revolução digital é notório os olhos voltados para a essa cultura, justamente de pessoas interessadas em criar e utilizar projetos pautados pela tecnologia. O Movimento Maker pode ter um pêndulo tanto para o lado social ou domestico quanto para o empresarial, sempre deixando claro que a maior pauta dentro dessa cultura é o cooperativismo e o compartilhamento de ideias, de forma livre.


O Movimento Maker, como qualquer outro, possui seus princípios, e eles são:




  • criatividade – Um dos principais fundamentos da cultura, onde os makers precisam de muita criatividade, tanto para o projeto, quanto para o uso de ferramentas e materiais;

  • colaboratividade – É onde os makers trocam as ideias, se inspiram uns nos outros;

  • sustentabilidade – Esse é um princípio da Cultura Maker inspirado no movimento DIY. Ao qual incentiva o reaproveitamento, a reciclagem;

  • escalabilidade – Por último, o principio da escalabilidade, onde eles acreditam que os materiais podem ser utilizados em escala, com baixo custo e com mais eficiência.

Origens da Cultura Maker.


Bom, alguns acreditam que os primeiros passos da Cultura Maker começaram com o movimento Arts & Crafts, que ocorreu na Inglaterra no século XIX. Já outros defendem que o movimento “Do it Yourself”, aquela filosofia que citei acima, dos EUA. Alguns já voltam um pouco mais no passado e acreditam que ela se inspirou na cultura punk.

O que podemos afirmar, é que lá na década de 70, a aparição dos primeiros computadores dava o sinal do que no futuro seria essa cultura, porem foi somente nos anos 2000 que o Movimento Maker foi oficialmente consolidado através da criação da revista Make juntamente com o surgimento da Make Faire- uma feira onde os makers poderiam se encontrar e compartilhar ideias e produzir juntos as mesmas.

Nos dias de hoje a Cultura Maker se potencializa principalmente em instituições de ensino que querem abranger o uso da tecnologia e de forma livre ensinar seus alunos. Isso traz uma visão muito boa da instituição, principalmente de responsáveis que priorizam a viver do filho, e não somente o tradicional dentro da sala de aula.


Tecnologias e novas gerações: a importância da Cultura Maker.


Um dos maiores fatos dentro do movimento, é que a tecnologia é considerada como um meio para o fim. Esse princípio deixa claro que a tecnologia não é o ator principal, mas um grande aliado no processo maker. Tendo a tecnologia como aliada você pode;


  • Desenvolver a capacidade de criação.

  • Estimular a comunicação das pessoas entre as funções.


Vale lembrar que lá em 2000 já tínhamos a tecnologia a nosso favor, e mais ainda em 2005 quando a cultura começou. Ou seja, não há como não considerar o uso da tecnologia dentro da Cultura Maker. Analise comigo:


  • Estamos dentro da Quarta Revolução Industrial, que é essa aceleração dos avanços tecnológicos;

  • Temos a educação 5.0. Essa sociedade Super Inteligente.


A Cultura Maker está totalmente interligada com a tecnologia, que por sua vez possibilita o uso de ferramentas na execução de projetos. Na educação maker, devemos considerar a importância da tecnologia na educação e vê-la como um suporte para os professores dentro das salas de aula.

Implementar a Cultura Maker no Projeto Pedagógico pode ser considerada um grande diferencial da sua escola quando comparada com outras.



Por que é importante trazer o Movimento Maker para minha escola?


Você como educador deve conhecer as tradicionais teorias educacionais certo? Aquelas que vem das linhas de pensamento de Piaget, Paulo Freire, Seymour Papert. De modo geral, eles pregavam o aprender fazendo.

O que traz a singularidade dentro dessas teorias é o olhar para essa aprendizagem pratica, para toda essa construção e não apenas para distribuir conhecimento, o que é muito comum nas escolas dogmáticas. Se obtém mais conhecimento quando as crianças e jovens identificam um problema e buscam a solução juntos. Essa é justamente a proposta da Educação Maker dentro das escolas.

A Cultura Maker está dentro das principais competências da BNCC- como entender e explicar, formular e resolver, compreender e utilizar tecnologias-

As escolas que aplicam a Cultura Maker dentro das salas de aula colocam os processos de aprendizagem em destaque, e não o produto final, sendo vista como um diferencial para a os pais e responsáveis.

Exemplos do que pode ser criado na Cultura Maker.


Já que estamos falando sobre o surgimento do Movimento Maker e da importância que ele tem na educação, vou te dar alguns exemplos bem práticos de como você pode aplica-lo na sua escola:


  • Alinhe a tecnologia com a Cultura Maker com a criação de espaços dedicados para experimentação de atividades práticas sendo possível também você aplicar o movimento em uma rotina de aprendizado para estruturas menores, tudo dependendo de seu orçamento e criatividade.

  • Estimule a Cultura Maker através de praticas como como a construção de uma horta partilhada, ou objetos e protótipos de madeira e papelão para algum brinquedo, para a explicação pratica de alguma teoria, ou, quem sabe, solucionar um impacto social.



Lembrando que sempre deve se preservar a essência das praticas maker, que é justamente desafiar seus estudantes a imaginar, criar, pesquisar, testar, apresentar a trazer melhorias para suas criações e projetos, gerando a autonomia, a criatividade e o protagonismo.


Mas e ae, sua escola está preparada para encarar, de vez, a Cultura Maker? Conta pra gente nos comentários como é a experiência com esse movimento na sua escola!


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